
Segundo eles, algumas questões são imutáveis, como a necessidade de checar as informações divulgadas em redes sociais e, principalmente, verificar a veracidade do perfil ligado à celebridade, ao político ou à organização. "Na rede, é preciso ter olhar crítico", afirmou Matias.
Para Getschko, as redes sociais são uma transformação do modelo tradicional do jornalismo, que, para o bem ou para o mal, vai se consolidar cada vez mais. "A natureza da profissão muda, as pessoas e a forma como ela é feita também. Algumas profissões como a de datilógrafa, por exemplo, não existem mais. O mundo se adapta", falou.
O caso do WikiLeaks (site especializado no vazamento de informações confidenciais de governos e organizações) se trata ou não de jornalismo? À pergunta, a maior parte dos debatedores concordou: sim. Ana Brambilla, porém, foi na mão oposta. "Para mim, o WikiLeaks é um ponto de partida. Ele não pode ser encarado como jornalismo. Existe o dever de entregar ao leitor uma informação que efetivamente possa traduzir o que o conceito de jornalismo significa", referindo-se à necessidade de checagem das informações que vazaram neste caso.
Os palestrantes também lembraram o modelo de negócios atual na internet, utilizado pela maior parte dos portais brasileiros e tido como o da "velha mídia". "As agências de publicidade não entendem a internet e, consequentemente, anunciam nestes locais, que se baseiam em quantidade, impressões e número de cliques", opinou Forastieri.
Ao final, Giardelli provocou ao questionar a mesa se a moeda do século XXI não era a "reputação" individual, referindo-se à quatidade de perfis que são comandados por outras pessoas ou por uma equipe, no caso de um político ou celebridade, por exemplo.
"Tudo nessas pessoas é falso, tudo é construído. A roupa que elas usam, o corte de cabelo, o corpo que elas têm. É legal ser falso, é bom que o perfil combine com o resto", brincou Forastieri. "Eu também queria ter várias pessoas escrevendo por mim: ia ser melhor e mais interessante", acrescentou.
fonte: tecnologia terra










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igor

